A Escola Municipal João Fonseca de Albuquerque, em Pau Amarelo, realizou nesta sexta-feira (28) a II Expoart – “Olhares sobre um Amigo Especial”, iniciativa que colocou os estudantes com deficiência no centro do processo de criação e expressão artística. A atividade integrou a programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada de 21 a 28 de agosto.
A exposição foi construída a partir da releitura do livro “Meu Amigo Especial”. Após a leitura da obra, os estudantes escolheram cenas e passagens que mais chamaram sua atenção e transformaram suas percepções em pinturas, produzidas em telas e apresentadas ao público.

O resultado foi uma exposição marcada pela criatividade, pela diversidade de interpretações e, principalmente, pelo protagonismo dos alunos.
De acordo com a vice-gestora da escola, Mayara Nunes, a proposta surgiu com o objetivo de permitir que os estudantes expressassem, por meio da arte, aquilo que compreenderam e sentiram durante a leitura.
“Eles fizeram a releitura do livro e, depois, passaram para as telas as ideias e as passagens que ficaram mais marcadas para eles, que foram mais representativas. A gente queria conhecer os estudantes, o que eles pensam e o que sentem, e dar esse protagonismo a eles”, explicou.
Mayara ressaltou que a produção dos trabalhos contou com a participação dos profissionais que acompanham diretamente os estudantes com deficiência.
“As profissionais que trabalham diretamente com os estudantes os levaram para a sala de leitura, fizeram a leitura do livro e, junto com eles, construíram as ideias para as produções. Foi um trabalho coletivo, pensado para que eles pudessem se expressar e mostrar o seu olhar”, destacou.
Além da exposição, os estudantes tiveram a oportunidade de apresentar seus trabalhos e falar sobre o processo de criação. Durante a visitação, as turmas conheceram as obras e acompanharam apresentações preparadas pelos próprios alunos.
Para a secretária executiva de Desenvolvimento Educacional, Panmella Dias, a iniciativa demonstra a importância de criar espaços para que os estudantes exerçam o protagonismo dentro da escola.
“É um trabalho que envolve a participação dos atores escolares e valoriza, sobretudo, o protagonismo dos nossos estudantes. A partir da leitura, eles puderam interpretar a história, escolher as passagens que mais os representaram e transformar essas ideias em arte”, afirmou.
Segundo Panmella, ações como a II Expoart contribuem para uma educação inclusiva que reconhece as potencialidades de cada estudante.
“Quando damos espaço para que os estudantes expressem o que pensam e sentem, estamos fortalecendo a autonomia, a autoestima e o sentimento de pertencimento. A inclusão acontece também quando reconhecemos que cada estudante tem uma forma própria de aprender, criar e se comunicar”, acrescentou.
A II Expoart – “Olhares sobre um Amigo Especial” transformou literatura e arte em instrumentos de inclusão, proporcionando aos estudantes com deficiência não apenas um espaço para expor suas produções, mas também a oportunidade de expressar suas percepções, desenvolver a autonomia e assumir o protagonismo no ambiente escolar.

